Conceitos Musicais na Musicoterapia Comunitária
Reflexões de uma Experiência Profissional
DOI:
https://doi.org/10.15845/voices.v25i3.4526Palavras-chave:
musicoterapia comunitária, adolescentes, empoderamento, amplificaçãoResumo
Este artigo explora como os conceitos musicais moldam as práticas de musicoterapia, com foco em um workshop de musicoterapia comunitária com adolescentes realizado durante três anos em um centro comunitário na Argentina. Com base em perspectivas teóricas da musicoterapia Nordoff-Robbins, da sociologia da música e da filosofia estética, o artigo examina como as experiências dos adolescentes com a criação musical refletiram processos de empoderamento, comunicação e expressão emocional. Por meio de vinhetas selecionadas, o ensaio destaca momentos em que a improvisação musical liderada pelo grupo abriu espaço para insights pessoais e participação coletiva. Em vez de apresentar dados quantitativos, a metodologia deste artigo baseia-se na reflexão qualitativa e nainvestigação do profissional. É feita uma distinção fundamental entre a estrutura flexível e improvisada do workshop e o método retrospectivo e narrativo usado nesta análise. Os desafios de trabalhar em ambientes comunitários—como silêncio, resistência e luto—são discutidos juntamente com as possibilidades que surgem quando os adolescentes se tornam co-criadores na musicoterapia. Em última análise, este ensaio contribui para as discussões em curso na musicoterapia sobre o papel da música como prática social e relacional e convida a uma reflexão mais aprofundada sobre como entendemos e usamos a música em contextos comunitários.
Comentário Editorial
A amplificação não é apenas uma escolha estética, mas também um gesto clínico e ético.Não é surpresa, então, que, ao discutir perspectivas decoloniais, a musicoterapia comunitária surja como uma abordagem central nesses artigos.Este artigo oferece um exemplo convincente de como a reflexividade de um terapeuta pode abrir um espaço de cura—um espaço que resiste à hierarquia e, em vez disso, honra as experiências vividas pelos participantes.Observe como o texto articula posições teóricas existentes, ao mesmo tempo em que abraça a postura de “não saber,” permitindo espaço para surpresas e para que as suposições sejam desafiadas.
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