Atravessamentos da Racionalidade Neoliberal na Escuta de Musicoterapeutas Brasileiros(as)
DOI:
https://doi.org/10.15845/voices.v25i3.4351Palavras-chave:
musicoterapia, neoliberalismo, escuta, subjetividadeResumo
Nossa sociedade encontra-se imersa em uma racionalidade neoliberal, sofrendo sua influência e alterando as formas de ser e interagir com o mundo. O objetivo desta pesquisa foi compreender se essa racionalidade tem influência na escuta dos musicoterapeutas brasileiros. Este estudo, de natureza exploratória, a partir de uma perspectiva qualitativa, realizou entrevistas semiestruturadas com musicoterapeutas brasileiros com o objetivo de compreender como esses profissionais compreendem o tema da escuta musicoterapêutica e o neoliberalismo como modelo político, econômico e social. A partir dessas entrevistas, percebeu-se que a escuta dos musicoterapeutas está voltada para o preenchimento de prontuários e para o momento atual da sessão, prestando atenção às questões sonoras e musicais e à condição atual da pessoa assistida. Em relação à relação entre a musicoterapia e o tema do neoliberalismo, foram analisadas algumas influências dessa racionalidade na forma como os sujeitos compreendem e interagem entre si, refletindo sobre a profissão e em seus espaços de trabalho. As entrevistas com os musicoterapeutas revelaram que a racionalidade do neoliberalismo tem impacto na escuta desses profissionais, na medida em que modifica as subjetividades e a forma das relações interpessoais de todas as pessoas na sociedade.
Comentário Editorial
Este artigo de pesquisa apresenta e nomeia circunstâncias que são muito familiares para aqueles de nós que crescemos no chamado terceiro mundo, mas que foram convenientemente apagadas das conversas e da maneira como pensamos sobre identidades e relacionamentos em contextos de musicoterapia em outras latitudes do mundo. O que as visões políticas têm a ver com a maneira como prestamos cuidados e cuidamos uns dos outros? Como isso faz parte do pensamento dos musicoterapeutas?As autoras conectam esses pontos de forma clara e destacam a escuta como uma atitude ética e política que cabe a todos os musicoterapeutas que cuidam dos outros.
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